O Ano em que as Crianças e as Despedidas Dominaram o Streaming: Nielsen Revela os Campeões de 2025

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Escrito por Eduardo Henrique

janeiro 31, 2026

Se 2024 foi um ano de transição, 2025 foi o ano da consolidação. O relatório anual “ARTEY Awards” da Nielsen confirmou uma tendência que executivos de Hollywood já suspeitavam: o conteúdo infantil e os grandes finais de franquias são os verdadeiros motores da guerra do streaming. Enquanto novas séries lutam para encontrar público, um desenho animado australiano e o adeus de Hawkins dominaram as telas.

O Reinado Inabalável de “Bluey”

Imagem: Bluey (Disney / Ludo Studio)

Esqueça os dragões ou os zumbis. O programa mais assistido de 2025, superando qualquer produção de alto orçamento, foi “Bluey”. O fenômeno infantil do Disney+ acumulou impressionantes 45,2 bilhões de minutos assistidos.

Este número não reflete apenas a popularidade entre as crianças, mas o fator “repetição” que apenas o público infantil proporciona. Pais deixam o desenho rodando em loop, gerando métricas que dramas adultos, assistidos apenas uma vez, dificilmente alcançam. Não é surpresa que o filme infantil mais assistido também siga essa linha: “KPop Demon Hunters” (Netflix) registrou 20,55 bilhões de minutos, dobrando a audiência de Moana 2 (Disney+).

O Adeus de “Stranger Things”

Imagem: Stranger Things (Netflix)

No campo das séries originais, a Netflix manteve a coroa com o final épico de “Stranger Things”. A quinta e última temporada gerou 39,95 bilhões de minutos, servindo como a âncora cultural do ano. No entanto, um dado curioso chama a atenção: a série de ficção científica perdeu no geral para o drama médico adquirido “Grey’s Anatomy” (40,92 bilhões), provando que o conforto de séries antigas com muitas temporadas ainda retém mais usuários do que os lançamentos “evento”.

Novas Apostas e Ícones do Ano

Nem só de velhos sucessos viveu 2025. A HBO Max encontrou ouro com “The Pitt”, que se consagrou como a nova série dramática original mais vista (11,4 bilhões). Já na comédia, a Netflix liderou com “Running Point” (5,1 bilhões).

Em uma categoria à parte, a Nielsen nomeou Seth MacFarlane como o “Ícone do Streaming do Ano”. A soma de suas criações — Family Guy, American Dad!, Ted e The Orville — gerou mais de 60 bilhões de minutos combinados em várias plataformas. Como o próprio MacFarlane brincou: “É uma honra receber o primeiro prêmio do show business que não é determinado pela qualidade”.

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Eduardo Henrique

Produtor de conteúdo e apoio técnico no Byte Cósmico, unindo games e tecnologia para criar artigos relevantes e garantir a manutenção e o bom funcionamento do site.

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