Massacre (Onslaught): 30 Anos Depois, a Saga Mais Odiada da Marvel Merece Perdão

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Escrito por João Gabriel

janeiro 1, 2026

Em 1996, a Marvel lançou “Massacre” (Onslaught), um evento que se tornou sinônimo dos excessos dos anos 90: arte exagerada, roteiros confusos e um reboot polêmico (Heroes Reborn). Agora, em 2026, com o benefício de três décadas de distanciamento, é hora de admitir uma verdade impopular: fomos duros demais com essa saga. Ela não é apenas “barulho e fúria”; foi o fim épico de uma era e o nascimento da Marvel moderna.

Imagem Ilustrativa: Onslaught

O “Ultimato” dos Anos 90

Ao contrário da crença popular, “Massacre” não foi um evento aleatório. Foi o clímax meticuloso de anos de histórias dos X-Men. A revelação de que o “Traidor” que destruiria a equipe era o próprio Professor Xavier (fundido com a psique sombria de Magneto) foi uma das reviravoltas mais corajosas da editora.

Se você ignorar os tie-ins desnecessários e focar no núcleo da saga (X-Men, Uncanny X-Men e as edições Bookend), encontrará um blockbuster de verão perfeitamente executado. Com arte de lendas como Adam Kubert e Joe Madureira no auge, a saga entrega o espetáculo visual definitivo daquela década.

Um Legado Necessário

Muitos criticam “Massacre” por levar ao reboot Heróis Renascem. No entanto, essa “limpeza” foi essencial. O sacrifício dos Vingadores e do Quarteto Fantástico para deter o vilão abriu caminho para os Thunderbolts e, eventualmente, para o retorno triunfante em Heróis Retornam. Sem o caos de “Massacre”, a Marvel não teria se reestruturado para a era de ouro criativa dos anos 2000. É uma leitura divertida, bombástica e histórica que merece ser revisitada sem preconceitos.

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João Gabriel

Produzo conteúdos e faço posts para a Byte Cósmico. Como sócio, transformo curiosidade em ideias, explorando o digital com olhar crítico, criatividade e vontade constante de aprender. Aqui eu registro descobertas, reflexões e aquilo que me inspira no digital.

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