Se você achava que o Incidente de Shibuya foi o fundo do poço para os feiticeiros de Jujutsu Kaisen, a estreia da terceira temporada prova o contrário. A série retorna não apenas com sua aclamada qualidade de animação, mas com um tom narrativo que flerta abertamente com o horror pós-apocalíptico, estabelecendo um novo padrão para o gênero shonen.
O Teatro de Yuta e Itadori
O ponto alto da estreia é a resolução do gancho deixado no final da temporada anterior. Yuta Okkotsu, o protagonista do filme Jujutsu Kaisen 0 e um dos personagens mais queridos da franquia, retorna com uma missão aparente: executar Yuji Itadori. A tensão construída entre o veterano e o portador de Sukuna é palpável, culminando em uma batalha visceral que, para alívio dos fãs, revela-se um estratagema.
Essa dinâmica não é apenas “fan service”; ela serve para reintegrar Yuta à trama principal de forma orgânica, transformando-o de uma lenda distante em um aliado crucial. A revelação de que a execução era uma farsa para enganar os conservadores do alto escalão Jujutsu adiciona uma camada de intriga política que enriquece o universo da obra.
Rumo ao Jogo do Abate
Com a aliança firmada, o foco muda para o verdadeiro horror: o Jogo do Abate (Culling Game). A narrativa deixa de ser sobre “caçar maldições” para se tornar uma corrida contra o tempo pela sobrevivência da humanidade. A busca pelo Mestre Tengen para combater Kenjaku não é apenas uma missão; é um ato de desespero. O anime deixa claro que os dias de “escola de magia” acabaram. O Japão é agora uma zona de guerra, e a temporada promete explorar a psicologia de personagens que não têm mais nada a perder.
Fonte: Crunchyroll