Desde o lançamento do Nintendo Switch 2, uma limitação técnica incomodou os entusiastas: a taxa de atualização variável (VRR) do console só funcionava nativamente acima de 40Hz. Isso deixava a vasta maioria dos títulos AAA — que rodam a 30 FPS — sem a suavidade e a estabilidade que o VRR proporciona. Agora, graças a uma engenharia brilhante da Ubisoft, isso está prestes a mudar para todo o ecossistema.
Após implementar com sucesso um algoritmo customizado em Assassin’s Creed Shadows e Star Wars Outlaws, a Ubisoft confirmou que está colaborando diretamente com a Nintendo para aplicar essa tecnologia a nível de sistema. Se bem-sucedida, essa atualização pode transformar a performance de todos os jogos da biblioteca do console.
A “Mágica” dos 30 FPS: Como Funciona o Algoritmo
O problema era físico: a tela do Switch 2 não ativava o VRR se a contagem de quadros caísse abaixo de 40. A solução da Ubisoft, agora padrão na engine Anvil, é um “truque” inteligente de duplicação de quadros, similar ao LFC (Low Framerate Compensation) visto em PCs de alta performance.
Em entrevista recente, a Ubisoft explicou: “Como o jogo mira 30fps e o VRR do console só ativa a 40Hz, usamos uma solução alternativa. O mesmo quadro é apresentado efetivamente duas vezes, enganando o hardware para que ele opere em um intervalo de 60Hz”.
Isso significa que, mesmo que o jogo esteja rodando “pesado” a 30 quadros, a tela recebe sinal suficiente para manter o VRR ativo, eliminando tearing (cortes na imagem) e stuttering (engasgos), criando uma sensação de fluidez muito superior à realidade numérica.
Uma Parceria Histórica Colhendo Frutos
A relação simbiótica entre Ubisoft e Nintendo, que começou com o apoio ao Switch original e o crossover Mario + Rabbids, agora evolui para o nível de arquitetura de hardware.
Ao integrar essa solução ao sistema operacional do Switch 2, a Nintendo poderia salvar desenvolvedores menores de terem que criar suas próprias soluções de LFC. Títulos futuros, como os rumores sobre o remake de Prince of Persia: The Sands of Time e Assassin’s Creed IV: Black Flag Resynced (previstos para o início de 2026), já nascerão com essa vantagem, mas a perspectiva de “patchar” essa tecnologia para jogos de terceiros é o verdadeiro divisor de águas para a experiência portátil.
Fonte: Ubisoft Interview with FRVR